quarta-feira, 24 de maio de 2017

Flores secas



É como olhar sempre em frente
Sem nunca olhar para trás
Procurando pelo horizonte distante
E ver o que o futuro nos traz.

Como quem procura pela felicidade
Numa ilusão acima da esperança
Num sentimento mais frio com a idade
E preso como um prisioneiro sem fiança.

É passar e não usufruir, pelo tempo
Vendendo-o como uma coisa descartável
Ficando assim ausente e sem argumento
Perante o sofrimento inevitável

As pessoas passam e deixam a sua marca
Ferindo o coração com ódios e amores
E no fim, de uma forma ingrata
Resta um túmulo com secas flores…




José Coimbra

sábado, 20 de maio de 2017

Ignorável sensação



Ignora o que digo
Porque este amor é um perigo
E me deixa tonto e louco
Só de provar um pouco

É uma prisão de fogo
Um ingrato e mortal jogo
Que me controla como um vício
E me faz saltar do precipício.

Refugio-me no teu olhar
Quente e pronto para atacar
Sem dó, nem piedade
Enquanto desespero por liberdade.

É ser refém do momento
Do complexo espaço-tempo
Que distorce a realidade
De tamanha beldade…

É tornar possível o impossível
Neste amor tão incrível
Em que estou preso e apaixonado
De te ter aqui ao meu lado

E, perdoar o imperdoável
Desta paixão tão inflamável
De sentir o que reprimi
Para dizer apenas que gosto de ti…




José Coimbra