quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Estranha maldição




És a maligna feiticeira
Das palavras mágicas
Que em tom de brincadeira
Contas histórias trágicas.

Tenho os olhos hipnotizados
Pelo sorriso sensual
Dos teus lábios adocicados
Repletos de veneno mortal.

Te apoderastes facilmente
Do meu ignorante coração
E da minha insana mente
Com uma estranha maldição…



José Coimbra

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Reles humano



Posso dizer que te amo
Mas a minha vida
É um beco sem saída.
Sou um reles humano
Incapaz de te cativar
Sem tudo arruinar.
Adoro-te de jeito insano
Muito mais que tudo
Desde que era miúdo.
E, sem nenhum engano
És a minha criatividade
E a minha felicidade…




José Coimbra

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Rosto esborratado



Lembranças de um rosto esborratado
Que entre os séculos me esqueci
Enquanto divagava na teia do fado
Sem me lembrar da ultima vez que te vi.

Inventei desculpas e culpei o tempo
E na minha mente se ia apagando a tua memória,
O coração submergiu num profundo sofrimento
Sendo a escuridão a minha única escapatória.

Não sei como sobrevivi sem o teu amor
Acho que foi para ver o teu rosto outra vez
E para sentir o teu quente abraço acolhedor
Que me fará esquecer da minha enorme estupidez…




José Coimbra

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Cilada



O crepitar da negra vela
Na noite de lua cheia,
A sala se transforma em cela
Onde cairei na sua teia.

A besta disfarçada de anjo
Avança calma e silenciosa
Eu em pleno desarranjo
E desatento a tal misteriosa.

De olhos afiados de puma,
Sua proposta é irrecusável
Ser ou não ser mais uma
Presa do seu olhar insaciável.

Como um tolo atordoado
Que procura a luz brilhante
Ela me deixa paralisado
Com a sua beleza petrificante



José Coimbra


sábado, 23 de setembro de 2017

Tango negro



Saciados de vinho envenenado
Pela tua astucia irracional
Criado pelo ambiente perturbado
Deste mundo cru e irreal.

Iniciamos a dança proibida
Banida pela lei ancestral
Que se julgava perdida
E recuperaste dum jeito imoral.

Pétalas negras espalhadas no chão
E uma loucura quase espiritual
De dois corações em aceleração
Que nos leva ao abismo infernal.

As palavras são um adorno
Neste tango quente e sensual,
E o teu sorriso um suborno
De um delírio frio e mortal…




José Coimbra

domingo, 17 de setembro de 2017

Razão proibida (V.1)



Como um anjo disfarçado
Seduzes-me para as profundezas
Desse teu abismo desolado
De escuridão e incertezas.

Preso no ponto de viragem
Da luz da tua graça
Que faz-me obedecer a tua imagem
De pecadora em desgraça.

E, a alma em decadência
Dá a luz este desgosto
Que resiste a evidência
Da beleza do teu rosto…




José Coimbra

domingo, 9 de julho de 2017

Mantém-me vivo



Quero ser amado
Para preencher o vazio
De não estares ao meu lado
Neste deserto sombrio.

O tempo se esgotou,
Estou em perigo
O teu sorriso não bastou
Para derrotar o inimigo.

Da dor estou cativo
Então por favor
Mantém-me vivo
Com o teu amor…




José Coimbra