terça-feira, 30 de setembro de 2014

Insónia



Na noite surge a insónia
Pensamentos e dúvidas
Que ocupam minha mente.
De uma forma sombria
Reabre as antigas feridas
Deste coração decadente.

Na noite surge a angústia
E as palavras proibidas
Que a alma desmente.
E, de uma forma fria
Surgem as raízes temidas
Dessa negra semente…



José Coimbra

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Voltar a ver-te



Criar um novo destino
Em direção a nenhum lugar
Olhar o céu cristalino
Na esperança de te encontrar.

Criar um novo mundo
Só para poder-te ver
Respirar bem fundo
Para a dor desaparecer.

Criar uma nova maneira
Para te poder tocar
Fazer a mentira ser verdadeira
Só para te voltar amar…



José Coimbra

domingo, 21 de setembro de 2014

Silêncio, escuridão e frio




Quando o silêncio surgir
Ficará a angústia sem dó
Que a noite faz repetir
Contra o este coração só.

Quando a escuridão emergir
Das profundezas do meu ser
A morte irá apenas sorrir
Porque será hora de aparecer.

Quando o frio invadir
O meu corpo sem piedade
Ignorarei o que irei sentir
Quando rever a realidade…



José Coimbra

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Rosto sem nome



Cansado mas mesmo assim insiste
Na procura do que não existe
Quando se tem a solução à porta,
Mas tudo isso já não importa
Porque nos profundos sentimentos
Surgem os mais sombrios lamentos
Que os olhos tentam esconder
Quando se tem tudo a perder.
É como o inferno na terra
E a pobre alma gela e aterra
De quem vê um rosto sem um nome
Que o próprio sorriso o consome.
Fica o gelo que não se consegue quebrar
Do coração que não se quer salvar…



José Coimbra