quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quando...




Quando olho no espelho
Vejo apenas um velho
Que não sabe o que dizer
Para poder-te ter.

Quando olho pela janela
É como se estivesse numa cela
Sem saber o que fazer
Para poder-te ver.

Quando vejo a chuva cair
Sinto a minha vida ruir
Sem saber o que escrever
Nesta carta que não irás ler…



José Coimbra

domingo, 19 de janeiro de 2014

Não há ninguém





Caminho sozinho a beira-mar,
O vento forte assobia no ar.
O céu encontra-se encoberto
E mar está negro e deserto.
Num jeito decadente
Revejo as tuas palavras na minha mente
E tento desafiar o inferno
Penoso e eterno.
Na noite perpétua
Desejo contemplar a lua
Pelo menos mais uma vez
Para acalmar a minha estupidez
Mas o sombrio céu
Está negro, assim como eu.
Procuro conforto nos lábios de alguém
Mas não há ninguém…




José Coimbra