sábado, 23 de setembro de 2017

Tango negro



Saciados de vinho envenenado
Pela tua astucia irracional
Criado pelo ambiente perturbado
Deste mundo cru e irreal.

Iniciamos a dança proibida
Banida pela lei ancestral
Que se julgava perdida
E recuperaste dum jeito imoral.

Pétalas negras espalhadas no chão
E uma loucura quase espiritual
De dois corações em aceleração
Que nos leva ao abismo infernal.

As palavras são um adorno
Neste tango quente e sensual,
E o teu sorriso um suborno
De um delírio frio e mortal…




José Coimbra

Sem comentários:

Enviar um comentário