terça-feira, 26 de setembro de 2017

Cilada



O crepitar da negra vela
Na noite de lua cheia,
A sala se transforma em cela
Onde cairei na sua teia.

A besta disfarçada de anjo
Avança calma e silenciosa
Eu em pleno desarranjo
E desatento a tal misteriosa.

De olhos afiados de puma,
Sua proposta é irrecusável
Ser ou não ser mais uma
Presa do seu olhar insaciável.

Como um tolo atordoado
Que procura a luz brilhante
Ela me deixa paralisado
Com a sua beleza petrificante



José Coimbra


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