quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Obscura paixão



É ter o calor no coração
E tentar quebrar o gelo
Antes que a escuridão
Torne tudo num pesadelo.

É arrancar o selo proibido
E procurar pelo paraíso
Que se encontra perdido
No teu frio sorriso.

É a diferença que mente
Entre o bem e o mal
D´um vazio que se sente
Dentro do teu olhar fatal…



José Coimbra

domingo, 20 de setembro de 2015

Criatividade



É um sonho que nasce e morre
Na inocência d´um poema de amor
Para descrever a mais bela flor.
É o mundo que a inspiração descobre
Cheio de fantasia e felicidade
Onde reina a simples verdade.

É extrair tudo o que vai na alma
E deixar o destino cumprir o seu papel
Na batalha de palavras sem quartel.
É desertar como quem perde a calma
Para voar mais alto que um albatroz
E gritar bem alto até ficar sem voz.

É abrir a caixa de Pandora
E roubar todo o conhecimento
Para definir um único sentimento.
É deixar para ontem o agora
E meter todo esse enorme universo
Num único e descomplicado verso…




José Coimbra

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Meu suspiro



O sorriso que disfarças
Dá-me uma nova vida
Unicamente ganho asas
Para uma última partida…

És o princípio do fim
Do meu caminho errante,
És o sangue dentro de mim
E a alma do meu corpo dormente.

És o silêncio do meu suspiro
Quando desabafo com o vento,
És o sopro que respiro
Quando meus medos enfrento.

És a palavra provocada
Que não consigo pronunciar,
És a felicidade de mão beijada
Que meu coração quer renunciar…




José Coimbra

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Agarrar tuas mãos



No céu negro cheio de solidão
A agonia apodera-se com rapidez
Deste incapaz coração e a escuridão
Chama por mim mais uma vez…

As asas foram cortadas e destruídas
Quando tentava reescrever a página
Que guardava o destino das nossas vidas.
Falhei e a lua minhas lagrimas ilumina…

Na penumbra da alma desgastada
Quero agarrar o brilho do teu olhar
E abrir a porta que foi fatalmente fechada
Pelo fado que nos quis separar.

Quero pegar nas tuas mãos e voar
Uma última vez no obscuro céu
E à luz da brilhante lua te abraçar,
Para poder realizar este sonho meu…




José Coimbra

terça-feira, 28 de abril de 2015

Mísera razão



Teu jeito amigável
E teu sorriso amável
Protege-me do sofrimento
De sabor intragável,
Doloroso e detestável
Que sinto neste momento.

Se não estás, a dor piora
E a vida é jogada fora
Na escuridão da mente
Que a alma ignora
Com a chegada da hora
Da desgraça iminente.

Tu és a minha tentação
E a mísera razão
Para continuar a lutar
Contra toda a solidão
Que meu coração
Insiste em suportar…



José Coimbra

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Indagar, navegar, procurar e seguir



É indagar pelo mundo desconhecido
Que a tua voz melancólica cria
E procurar um simples sentido
Para enfrentar mais um dia.

É navegar e sonhar acordado
Entre o mar revoltado pela tempestade
Que me deixa acorrentado
Ao teu sorriso, sem piedade.

É procurar o fio do destino
Que me revele o brilho secreto
Desse azul cativante e cristalino
Do teu olhar indiscreto.

É seguir o moribundo cortejo
Do desencanto de uma alma perdida
Que nos confins tem um forte desejo
De ter o teu beijo que me dê a vida…



José Coimbra

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Teu mundo de engano



Como posso eu render-me
Ao teu orgulho insano
Que faz perder-me
No teu mundo de engano.

Como posso eu amar-te
Se teus olhos são tentação
Que querem levar-me
Para o teu mundo de submissão.

Como posso eu desejar-te
Se teus lábios são puro veneno
Que querem aprisionar-me
No teu mundo morbígeno…



José Coimbra

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Teu trono



“Ela esconde a sua verdadeira forma
No espelho que tudo transforma,
Iluminado pelas tremidas velas,
Esperando pelo sinal das estrelas…”

As estrelas dançam no céu
E deixas cair o teu negro véu
Para lua iluminar a tua branca pele.
Os segredos serão drenados
E serão ridicularizados e revelados
Pelo teu sorriso sensual e cruel.

As candeias iluminam o negro jardim
E o grandioso trono de marfim
Nesta noite que o sol não renascerá.
A esperança torna-se em lamento
Que é levado pelo frio vento
Nesta noite em que a lua reinará.

O instinto é ignorado e selado,
E, a inocência torna-se em pecado
Nesse trono em que és a rainha.
O sorriso transforma-se em oração
E a oração em tentação
Nesta noite em que serás minha…



José Coimbra