quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Olhos castanhos



As minhas palavras seladas
Estão condenadas
A cair no esquecimento,
Os gestos inconscientes
São súplicas decadentes
Do agreste sentimento.

Recuso a minha inocência
Por um pouco de clemencia
Do teu julgamento banal
E, do amor cruel e frio
Subjugo-me ao martírio
Do penoso juízo final.

Descartei a minha vida
Pela terra prometida
Dos meus sóbrios sonhos,
Mas este amor inexorável
Torna-se indesejável
Nos teus olhos castanhos…



José Coimbra 

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