sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Chave errada



Olho para estrelas enquanto espero
Mas no silêncio da noite, desespero
Engolido pela solitária escuridão.
Contemplo a lua brilhante, sozinho
Tentando encontrar o meu caminho
Longe de toda a compreensão.

Procuro pelo teu brilho no horizonte
Mas o meu desânimo quebrou essa ponte
Que me unia aos teus olhos cintilantes.
Tentei abrir essa porta mas estava fechada
Mais uma vez peguei a chave errada
E os meus sonhos ficaram mais distantes.

A estrela polar brilha mais forte
Rio, perante o meu desnorte
Desta misteriosa e traiçoeira dor.
O aperto do coração, o vazio…
Demonstrado pelo meu olhar frio
Que procura pelo “sabor” do calor…



José Coimbra

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