terça-feira, 17 de junho de 2014

Deserto



Calor, muito calor
É o que sinto, em este imenso deserto
Cansaço, e o corpo cheio de suor
Em direção a um destino incerto.

É uma ingrata viagem
Pelo orgulho ou pela salvação?
Na loucura ou alucinação
Ao longe vejo tua imagem
Uma formosa miragem
Que manda-me ir para norte
E deseja-me boa sorte.

Ao fim de tanto caminhar
Encontro-te de braços abertos.
Não és uma miragem, és real
E caio no teu corpo celestial.

“ … Enquanto guardo a caneta e o caderno,
Olho a volta e vejo um mar de areia dourada.
Junto as forças que restam para o resto da jornada.
E procuro por ti, em este mortal inferno…”




José Coimbra

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