domingo, 29 de junho de 2014

Dor funesta



A lua brilhante
Ilumina o rosto
De sorriso cortante
Do severo desgosto

E, na noite escura
Que gela a alma
Os gritos de loucura
Rompem com a calma.

A rebelião do coração
Transforma-se em vazio
De gestos sem noção
Do sofrimento sombrio

E, tudo o que resta
Da cronica ferida
É uma dor funesta
Pelo coração retida…




José Coimbra

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Saudades de ti



Diz-me como se faz
Para eu ser capaz
De não ter saudades de ti.
Diz-me por favor
Como superar a dor
De não estares aqui.
Diz-me que irás voltar
Para a minha alma animar
Desta angústia sem fim.
Diz-me para sorrir,
Para nunca desistir
E que voltarás para mim…




José Coimbra

terça-feira, 17 de junho de 2014

Deserto



Calor, muito calor
É o que sinto, em este imenso deserto
Cansaço, e o corpo cheio de suor
Em direção a um destino incerto.

É uma ingrata viagem
Pelo orgulho ou pela salvação?
Na loucura ou alucinação
Ao longe vejo tua imagem
Uma formosa miragem
Que manda-me ir para norte
E deseja-me boa sorte.

Ao fim de tanto caminhar
Encontro-te de braços abertos.
Não és uma miragem, és real
E caio no teu corpo celestial.

“ … Enquanto guardo a caneta e o caderno,
Olho a volta e vejo um mar de areia dourada.
Junto as forças que restam para o resto da jornada.
E procuro por ti, em este mortal inferno…”




José Coimbra

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Brilho



É a união entre a terra e o céu
Em que a beleza predomina
É o ser julgado como réu
Dessa sensualidade que domina

É o brilho que o sol enriquece
Em que a esse sorriso obriga
É a alegria que não esmorece
Que até a lua intriga

É o universo em esses olhos
Que faz que a tristeza desapareça
É o tesouro de muitos sonhos
Que faz inveja a própria realeza

É o intenso azul do mar
Que os poetas não conseguem expor
É a harmonia espalhada pelo ar
Que tua voz celebra com esplendor



José Coimbra

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A verdade torna-se em mentira




É gritar para o vento
Todo este sentimento
Que a alma guarda
De forma atordoada.

O tempo, esta ponte destruiu
Quando o azar me perseguiu
Através da escuridão
Causando-me a minha rendição.

Enquanto o relógio gira
A verdade torna-se em mentira
No meu mundo decadente
Arrasando a minha mente.

A esperança de uma saída
Foi completamente destruída
Pela pessoa que sou
E nada de mim restou…

Sinto o coração apertado,
Ferido e desamparado
Pela luta desigual
Que se tornou mortal…




José Coimbra