quarta-feira, 21 de maio de 2014

Abraço mortal




“Depois do silêncio das doze badaladas
Com a testemunha das estrelas douradas
Surge ela, de vestido branco como a neve
Com um sorriso breve e leve…”

Lentamente se aproxima de mim
Como uma rosa branca num negro jardim
De pele branca de lábios vermelhos.
Como um sonho, como um pesadelo
O meu coração bate em desespero
Fazendo meu corpo cair de joelhos…

O que fazer quando a sua voz por mim chama?
O que fazer para sair de este insólito drama?

Vejo a escuridão no seu coração
À espera da minha submissão
Neste doentio amor obscuro.
É como se fosse condenando
Carregar esta maldição como um fardo
Do seu desejo frio e impuro…

Seu sorriso vindo do inferno
Seduz-me para o paraíso eterno
Então aventuro-me nos seus braços.
Mas a sua paixão torna-se fatal
Neste apertado abraço mortal
Que desfaz minha alma em pedaços…



José Coimbra

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