domingo, 19 de janeiro de 2014

Não há ninguém





Caminho sozinho a beira-mar,
O vento forte assobia no ar.
O céu encontra-se encoberto
E mar está negro e deserto.
Num jeito decadente
Revejo as tuas palavras na minha mente
E tento desafiar o inferno
Penoso e eterno.
Na noite perpétua
Desejo contemplar a lua
Pelo menos mais uma vez
Para acalmar a minha estupidez
Mas o sombrio céu
Está negro, assim como eu.
Procuro conforto nos lábios de alguém
Mas não há ninguém…




José Coimbra

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