quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Cadeira vazia



A cadeira está vazia
E a sala está fria,
Sinto a falta do teu calor
E da tua companhia.

O copo está vazio
E já não mata meu vício,
O silêncio é tão assustador
É como saltar num precipício.

A noite é interminável
E este sentimento desagradável
Toma forma de um jeito assustador
Que deixa-me instável.

Mas agora é demasiado tarde
Para lamentar a realidade,
Resta aguentar a dor
E saber lidar com a saudade…



José Coimbra

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

No silêncio das palavras



Lembrar-me do que não quero
Só causa dor e desespero
Neste já cansado coração.
É ter as emoções amordaçadas
No silêncio das palavras
Que fogem a minha compreensão.

Este sentimento tão humano
De quer-te dizer que te amo
Quando agarrar a tua mão
Deverá ser uma sensação incrível
Será como alcançar o impossível
Nos limites da paixão.

Queria ter-te ao meu lado
E deixar meu coração apaixonado
Sair da angústia da solidão
E dar outra cor à vida
Para que a mágoa seja esquecida
Neste meu mundo de ilusão…



José Coimbra

domingo, 12 de outubro de 2014

Essência da paixão



Teu rosto inspirador
É a minha salvação
Que injecta algum calor
No meu mundo de escuridão

Tu és a luz brilhante
Que ilumina o meu dia
Sendo o teu corpo atraente
A razão da minha alegria

És a essência pura
Da paixão perfeita
Que enche de ternura
A minha alma desfeita…



José Coimbra

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Chama da paixão



És a melodia fatal
Do meu instinto animal
És a palavra proibida
Da minha inocência perdida
És o veneno mortal
Do meu poema irracional
És a fera destemida
Da minha alma adormecida.

És o mistério indecifrável
Da minha paixão incontrolável
És o feitiço sagrado
Da incerteza do meu fado
És a beleza incensurável
Do meu mundo descartável
És a chama do pecado
Do meu coração apaixonado…



José Coimbra

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Uma lágrima cai…



Uma lágrima cai…
Na noite silenciosa
Criada pela dor
Dessa força poderosa
Que lhe dão o nome de amor.

Uma lágrima cai…
Na fria escuridão,
Longe do teu olhar
Ela cai na solidão
Sem ninguém para a secar.

Uma lágrima cai…
Em pleno sofrimento,
Com a tua partida
Só ficou o lamento
E uma profunda ferida…




José Coimbra

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Era sombria



Distorção dos segredos revelados
São a luz de todos os mistérios
Que em veneno estão encharcados
E podem destruir os maiores impérios.

As palavras sagradas dos profetas
São meras gotas num imenso mar
Que não evitaram as guerras violentas
Pela sabedoria emanada pelo ar.

As armas serão a lei da anarquia
Que este planeta ira testemunhar
Numa nova era perdida e sombria
Que á extinção nos ira levar…



José Coimbra

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Insónia



Na noite surge a insónia
Pensamentos e dúvidas
Que ocupam minha mente.
De uma forma sombria
Reabre as antigas feridas
Deste coração decadente.

Na noite surge a angústia
E as palavras proibidas
Que a alma desmente.
E, de uma forma fria
Surgem as raízes temidas
Dessa negra semente…



José Coimbra

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Voltar a ver-te



Criar um novo destino
Em direção a nenhum lugar
Olhar o céu cristalino
Na esperança de te encontrar.

Criar um novo mundo
Só para poder-te ver
Respirar bem fundo
Para a dor desaparecer.

Criar uma nova maneira
Para te poder tocar
Fazer a mentira ser verdadeira
Só para te voltar amar…



José Coimbra

domingo, 21 de setembro de 2014

Silêncio, escuridão e frio




Quando o silêncio surgir
Ficará a angústia sem dó
Que a noite faz repetir
Contra o este coração só.

Quando a escuridão emergir
Das profundezas do meu ser
A morte irá apenas sorrir
Porque será hora de aparecer.

Quando o frio invadir
O meu corpo sem piedade
Ignorarei o que irei sentir
Quando rever a realidade…



José Coimbra

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Rosto sem nome



Cansado mas mesmo assim insiste
Na procura do que não existe
Quando se tem a solução à porta,
Mas tudo isso já não importa
Porque nos profundos sentimentos
Surgem os mais sombrios lamentos
Que os olhos tentam esconder
Quando se tem tudo a perder.
É como o inferno na terra
E a pobre alma gela e aterra
De quem vê um rosto sem um nome
Que o próprio sorriso o consome.
Fica o gelo que não se consegue quebrar
Do coração que não se quer salvar…



José Coimbra

domingo, 24 de agosto de 2014

No teu reflexo na janela



No teu reflexo na janela…
Minha luz, minha estrela
Minha dolorosa causa perdida.
Meu veneno, minha ternura
Minha fobia, minha cura
Minha princesa prometida.
Meu vício, minha mentira
Meu poema, minha sátira
Poderosa ninfa da minha vida.
Meu pecado, minha tentação
Minha debilidade, minha paixão
Minha orgulhosa fruta proibida.



José Coimbra

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Olhos castanhos



As minhas palavras seladas
Estão condenadas
A cair no esquecimento,
Os gestos inconscientes
São súplicas decadentes
Do agreste sentimento.

Recuso a minha inocência
Por um pouco de clemencia
Do teu julgamento banal
E, do amor cruel e frio
Subjugo-me ao martírio
Do penoso juízo final.

Descartei a minha vida
Pela terra prometida
Dos meus sóbrios sonhos,
Mas este amor inexorável
Torna-se indesejável
Nos teus olhos castanhos…



José Coimbra 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Chave errada



Olho para estrelas enquanto espero
Mas no silêncio da noite, desespero
Engolido pela solitária escuridão.
Contemplo a lua brilhante, sozinho
Tentando encontrar o meu caminho
Longe de toda a compreensão.

Procuro pelo teu brilho no horizonte
Mas o meu desânimo quebrou essa ponte
Que me unia aos teus olhos cintilantes.
Tentei abrir essa porta mas estava fechada
Mais uma vez peguei a chave errada
E os meus sonhos ficaram mais distantes.

A estrela polar brilha mais forte
Rio, perante o meu desnorte
Desta misteriosa e traiçoeira dor.
O aperto do coração, o vazio…
Demonstrado pelo meu olhar frio
Que procura pelo “sabor” do calor…



José Coimbra

domingo, 29 de junho de 2014

Dor funesta



A lua brilhante
Ilumina o rosto
De sorriso cortante
Do severo desgosto

E, na noite escura
Que gela a alma
Os gritos de loucura
Rompem com a calma.

A rebelião do coração
Transforma-se em vazio
De gestos sem noção
Do sofrimento sombrio

E, tudo o que resta
Da cronica ferida
É uma dor funesta
Pelo coração retida…




José Coimbra

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Saudades de ti



Diz-me como se faz
Para eu ser capaz
De não ter saudades de ti.
Diz-me por favor
Como superar a dor
De não estares aqui.
Diz-me que irás voltar
Para a minha alma animar
Desta angústia sem fim.
Diz-me para sorrir,
Para nunca desistir
E que voltarás para mim…




José Coimbra

terça-feira, 17 de junho de 2014

Deserto



Calor, muito calor
É o que sinto, em este imenso deserto
Cansaço, e o corpo cheio de suor
Em direção a um destino incerto.

É uma ingrata viagem
Pelo orgulho ou pela salvação?
Na loucura ou alucinação
Ao longe vejo tua imagem
Uma formosa miragem
Que manda-me ir para norte
E deseja-me boa sorte.

Ao fim de tanto caminhar
Encontro-te de braços abertos.
Não és uma miragem, és real
E caio no teu corpo celestial.

“ … Enquanto guardo a caneta e o caderno,
Olho a volta e vejo um mar de areia dourada.
Junto as forças que restam para o resto da jornada.
E procuro por ti, em este mortal inferno…”




José Coimbra

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Brilho



É a união entre a terra e o céu
Em que a beleza predomina
É o ser julgado como réu
Dessa sensualidade que domina

É o brilho que o sol enriquece
Em que a esse sorriso obriga
É a alegria que não esmorece
Que até a lua intriga

É o universo em esses olhos
Que faz que a tristeza desapareça
É o tesouro de muitos sonhos
Que faz inveja a própria realeza

É o intenso azul do mar
Que os poetas não conseguem expor
É a harmonia espalhada pelo ar
Que tua voz celebra com esplendor



José Coimbra

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A verdade torna-se em mentira




É gritar para o vento
Todo este sentimento
Que a alma guarda
De forma atordoada.

O tempo, esta ponte destruiu
Quando o azar me perseguiu
Através da escuridão
Causando-me a minha rendição.

Enquanto o relógio gira
A verdade torna-se em mentira
No meu mundo decadente
Arrasando a minha mente.

A esperança de uma saída
Foi completamente destruída
Pela pessoa que sou
E nada de mim restou…

Sinto o coração apertado,
Ferido e desamparado
Pela luta desigual
Que se tornou mortal…




José Coimbra  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Abraço mortal




“Depois do silêncio das doze badaladas
Com a testemunha das estrelas douradas
Surge ela, de vestido branco como a neve
Com um sorriso breve e leve…”

Lentamente se aproxima de mim
Como uma rosa branca num negro jardim
De pele branca de lábios vermelhos.
Como um sonho, como um pesadelo
O meu coração bate em desespero
Fazendo meu corpo cair de joelhos…

O que fazer quando a sua voz por mim chama?
O que fazer para sair de este insólito drama?

Vejo a escuridão no seu coração
À espera da minha submissão
Neste doentio amor obscuro.
É como se fosse condenando
Carregar esta maldição como um fardo
Do seu desejo frio e impuro…

Seu sorriso vindo do inferno
Seduz-me para o paraíso eterno
Então aventuro-me nos seus braços.
Mas a sua paixão torna-se fatal
Neste apertado abraço mortal
Que desfaz minha alma em pedaços…



José Coimbra

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Conviver com a tristeza





Seguir a luz que brilha
Na insegura trilha
Que o destino traçou,
Procurar uma saída
Para a misera vida
Que o amor desolou…

Encarar a triste realidade
Criada pela necessidade
De sair do vazio deplorável,
Destruir toda a fonte de dor
Que este coração sofredor
Guarda de forma miserável…

Conviver com a tristeza
Sem ter a certeza
De alcançar a felicidade,
Fechar novamente o coração
E viver na cruel solidão
À margem da sociedade…




José Coimbra

terça-feira, 6 de maio de 2014

Timidez



Fico assim perdido
Sentado ao teu lado
E já nem consigo
Sair de este estado
De um ser tímido
Com ar de condenado.

Queria ser ouvido
Mas fico espectado
Como fosse impedido
Por um laço apertado
De dizer algo sem sentido
Ou de ser mal interpretado…


José Coimbra

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Teu nome




Não consigo dizer o teu nome
Dentro do meu mundo submerso
De dor que a alma consome
Com esse amor adverso

Enquanto escrevo este verso
Tenho o teu nome na cabeça
É como se todo o universo
Agisse p´ra que isso aconteça

Tudo o que quero e preciso
Para sair desta solidão enorme
É do teu sereno sorriso
Para poder dizer o teu nome.




José Coimbra

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Se minha atriz



É noite de lua cheia
Que entre a plateia
Que já não há obstáculo.
E a sala já está cheia
Que comece o espetáculo!

Em cena o odio e o amor
Em que sou o principal ator
Na peça de uma vida
Em que sou o escritor.
Se a principal atriz, querida!

Transforma o inferno em paraíso
Com o teu astuto sorriso
Mata o meu pobre coração
Neste pequeno improviso
De rejeição e sedução

Faz-me perder a cabeça
Nesta pequena peça
Sem tristeza e sem alegria
Antes que a alma desvaneça
Com o nascer de mais um dia…




José Coimbra

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quando...




Quando olho no espelho
Vejo apenas um velho
Que não sabe o que dizer
Para poder-te ter.

Quando olho pela janela
É como se estivesse numa cela
Sem saber o que fazer
Para poder-te ver.

Quando vejo a chuva cair
Sinto a minha vida ruir
Sem saber o que escrever
Nesta carta que não irás ler…



José Coimbra

domingo, 19 de janeiro de 2014

Não há ninguém





Caminho sozinho a beira-mar,
O vento forte assobia no ar.
O céu encontra-se encoberto
E mar está negro e deserto.
Num jeito decadente
Revejo as tuas palavras na minha mente
E tento desafiar o inferno
Penoso e eterno.
Na noite perpétua
Desejo contemplar a lua
Pelo menos mais uma vez
Para acalmar a minha estupidez
Mas o sombrio céu
Está negro, assim como eu.
Procuro conforto nos lábios de alguém
Mas não há ninguém…




José Coimbra