quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prisão que se chama amor



É como o fogo que percorre o coração,
O faz acelerar em loucas palpitações
E tudo a volta desaparece misteriosamente.
É um veneno que ataca ferozmente
Sem remedio, sem solução
E por vezes provoca desilusões.

É como um feitiço que ataca o peito,
É uma dança louca sem música
Numa prisão que se chama amor,
É uma vontade de criar com clamor
Um mundo mais que prefeito
Sem receios nem ética.

É querer respirar e não conseguir,
É querer libertar-se e sentir-se amarrado,
É querer apagar todos os tormentos,
É querer lutar e não ter argumentos,
É sentir e não conseguir exprimir
O que vai dentro de um coração apaixonado.





José Coimbra

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