quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prisão que se chama amor



É como o fogo que percorre o coração,
O faz acelerar em loucas palpitações
E tudo a volta desaparece misteriosamente.
É um veneno que ataca ferozmente
Sem remedio, sem solução
E por vezes provoca desilusões.

É como um feitiço que ataca o peito,
É uma dança louca sem música
Numa prisão que se chama amor,
É uma vontade de criar com clamor
Um mundo mais que prefeito
Sem receios nem ética.

É querer respirar e não conseguir,
É querer libertar-se e sentir-se amarrado,
É querer apagar todos os tormentos,
É querer lutar e não ter argumentos,
É sentir e não conseguir exprimir
O que vai dentro de um coração apaixonado.





José Coimbra

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Origem



Vejo o sol nascer
Deitado num rochedo,
Não há vista mais formosa
Que todos deveriam ver.
A localização é segredo
E a imagem é calorosa

Os primeiros raios
Iluminam a serra
E aquecem a minha alma,
É como se o sol tivesse lábios
E beijasse a terra
Transmitindo calor e calma

No alto vejo uma pequena vila,
A minha terra natal
Entre duas serras metida.
Com os primeiros raios ela cintila
De uma forma quase sobrenatural
E o sol da à vila, vida…

Nos arredores há pequenas povoações
De gente envelhecida e rural
Que aos primeiros raios saem para o campo.
Gente rija de fechadas feições
E de uma forma frontal
Encaram a vida do campo, cheia de sofrimento.
(Porque trabalhar no campo, não é fácil)

Em Trás-os-Montes há uma vila pequena
De gente cheia de orgulho e trabalhadora,
Apesar do duro clima
Tem uma paisagem bela e serena,
Cheia de fauna e flora,
Que entusiasma e fascina…




José Coimbra

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Meu universo



Eu não preciso de uma razão
Para continuar a viver nesta ilusão
É como voar a quilómetros de distância
No imenso universo
Em um simples verso.

É poder contar para estrelas
O que meu coração sente
Quando escrevo a luz das velas
Parte de mim, para ti…

Para que querer ter a lua?
Se posso ter o universo
Do meu jeito controverso,
Mas sinceramente a vida continua

Poderá a morte ser uma barreira?
Se respiro continuarei
De uma ou outra maneira
Mesmo moribundo, sonharei.

Todo o sangue que derramei sobre o papel
De certa forma me faz sentir horrível
Mas já é muito tarde para voltar atras
Porque quero voar uma última vez
No meu misterioso universo
Do meu ultimo verso…





José Coimbra

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sombrio Mundo



Há uma voz que por ti chama
Para um mundo misterioso,
Mundo, esse, que a tua alma reclama
Para o centro de esse universo misterioso,

Há uma voz que te encanta
Para entrares no outro lado,
Que para ti, te representa
Um lugar sombrio e isolado,

Há uma voz que te faz arrepiar
Com os murmúrios de agonia
Vindos do desconhecido lugar
Onde não há, luz do dia…



José Coimbra