sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ler tua alma



Tento ler os teus olhos
Mas por muito que tente
Não os consigo ler,
Tento saber dos teus sonhos
O que a tua alma sente
Mas não consigo saber

Tento ler as tuas palavras
E os teus castanhos cabelos
Mas é-me impossível,
Tento ler as tuas mãos serenas
E procurar entre os teus conselhos
Um sentimento plausível

Tento perceber os teus gestos
Entender o teu sorriso
Mas não consigo,
Tento ler os teus maus momentos
E a natureza do teu riso
Para poder ficar sempre contigo.




José Coimbra

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Teus Lábios



Com um simples sorriso
Decoro minhas fantasias
É como um simples feitiço
Que afasta todas as ideologias
No meu malogrado paraíso

Teus lábios vermelhos
Trazem nostalgia,
São como simples espelhos
Que reflectem alegria
E apagam meus medos

Tua maneira de sorrir
Enche minha alma
Faz o inferno cair
E traz-me a calma
Para poder prosseguir




José Coimbra

domingo, 27 de outubro de 2013

O vazio dos teus olhos



O vazio dos teus olhos
São um sinal de perigo
Que ataca os meus sonhos
E desdiz o que eu digo.

O vazio do teu rosto
É o sinal de ira
Que destrói tudo que gosto
E torna a vida numa mentira.

O vazio dos teus gestos
São um sinal de provocação
E os teus dizeres desonestos
Ferem meu coração…




José Coimbra

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Arrogância



Quando a realidade é fantasia
No teu conto de fadas desatinado
E a interpretação do teu dia-a-dia
É um coro peculiar desafinado.

Um gesto teatral
Um nariz empinado
Uma voz angelical
Um passo adornado

Quando a realidade do dia-a-dia
É a fantasia da tua elegância
E da moral baseada da arrogância.




José Coimbra

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Minha poesia enferma



Gritos de pura blasfema
Da minha poesia enferma
Que me consome os ossos
De tantos obstáculos colossos.
Em tantas noites sombrias,
Gastei enormes energias
A tentar, aprender de grandes poetas
Para alcançar as minhas pequenas metas.
Mas…
Falta-me a força, falta-me a vontade,
Falta-me a formação e a criatividade.




José Coimbra

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mar da tranquilidade



Depois das doze baladas,
Desço o rio de águas agitadas
Entre o silêncio imponente
E o cheiro desconcertante.

Esqueço meu passado,
Reúno toda a minha coragem,
Olho em frente no pequeno barco
Reparo que alguém está ao meu lado.
Anjo negro que segura meu braço
E acompanha-me nesta última viagem.

Já desisti da minha sorte
Sigo a voz que me chama
Entre o caos e a escuridade.
Negro anjo da morte
Guia minha pobre alma
Até ao mar da tranquilidade…




José Coimbra

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prisão que se chama amor



É como o fogo que percorre o coração,
O faz acelerar em loucas palpitações
E tudo a volta desaparece misteriosamente.
É um veneno que ataca ferozmente
Sem remedio, sem solução
E por vezes provoca desilusões.

É como um feitiço que ataca o peito,
É uma dança louca sem música
Numa prisão que se chama amor,
É uma vontade de criar com clamor
Um mundo mais que prefeito
Sem receios nem ética.

É querer respirar e não conseguir,
É querer libertar-se e sentir-se amarrado,
É querer apagar todos os tormentos,
É querer lutar e não ter argumentos,
É sentir e não conseguir exprimir
O que vai dentro de um coração apaixonado.





José Coimbra

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Origem



Vejo o sol nascer
Deitado num rochedo,
Não há vista mais formosa
Que todos deveriam ver.
A localização é segredo
E a imagem é calorosa

Os primeiros raios
Iluminam a serra
E aquecem a minha alma,
É como se o sol tivesse lábios
E beijasse a terra
Transmitindo calor e calma

No alto vejo uma pequena vila,
A minha terra natal
Entre duas serras metida.
Com os primeiros raios ela cintila
De uma forma quase sobrenatural
E o sol da à vila, vida…

Nos arredores há pequenas povoações
De gente envelhecida e rural
Que aos primeiros raios saem para o campo.
Gente rija de fechadas feições
E de uma forma frontal
Encaram a vida do campo, cheia de sofrimento.
(Porque trabalhar no campo, não é fácil)

Em Trás-os-Montes há uma vila pequena
De gente cheia de orgulho e trabalhadora,
Apesar do duro clima
Tem uma paisagem bela e serena,
Cheia de fauna e flora,
Que entusiasma e fascina…




José Coimbra

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Meu universo



Eu não preciso de uma razão
Para continuar a viver nesta ilusão
É como voar a quilómetros de distância
No imenso universo
Em um simples verso.

É poder contar para estrelas
O que meu coração sente
Quando escrevo a luz das velas
Parte de mim, para ti…

Para que querer ter a lua?
Se posso ter o universo
Do meu jeito controverso,
Mas sinceramente a vida continua

Poderá a morte ser uma barreira?
Se respiro continuarei
De uma ou outra maneira
Mesmo moribundo, sonharei.

Todo o sangue que derramei sobre o papel
De certa forma me faz sentir horrível
Mas já é muito tarde para voltar atras
Porque quero voar uma última vez
No meu misterioso universo
Do meu ultimo verso…





José Coimbra

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sombrio Mundo



Há uma voz que por ti chama
Para um mundo misterioso,
Mundo, esse, que a tua alma reclama
Para o centro de esse universo misterioso,

Há uma voz que te encanta
Para entrares no outro lado,
Que para ti, te representa
Um lugar sombrio e isolado,

Há uma voz que te faz arrepiar
Com os murmúrios de agonia
Vindos do desconhecido lugar
Onde não há, luz do dia…



José Coimbra

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tempestade de fogo


Previsão de chuva de fogo!

Acordou a fera,
Rufam os tambores,
Dança a terra,
Provoca terrores…

A montanha cospe fogo
É o prólogo
Da fera adormecida
Que retorna a vida,

O céu limpo escurece
E o inevitável acontece
O regurgitar da montanha
Com uma violência insana.

O rio mortífero laranja
Desce como uma lança
Destruindo tudo a seu passo
Num mortal abraço.

Reclama vidas
Daqueles que o tentaram desafiar
Que agora são colhidas
No seu caminho, em direção ao mar.

Quando a fera adormecer,
Restará apenas um rasto sombrio
E quem sobreviver
Respeitará o seu domínio…

Adormeceu a fera,
Pararam os tambores,
Acalmou a terra,
Fugiram os desertores…




José Coimbra

terça-feira, 25 de junho de 2013

Tempestade


Previsão de chuva!

A chuva cai violentamente nas montanhas
Monda as escarpas, com formas humanas.
É o poder da natureza na sua magnificência
Destrói e cria sem clemencia.
Tempestade que faz transbordar os rios
Cria enormes cataratas nos precipícios,
A fúria da água destrói tudo por onde passa
E os caudais dos rios são uma ameaça
A tudo que os homens construíram nas suas margens
Quando tentaram dominar as terras selvagens.
O rio destrói diques rumo ao seu objetivo
Reconquistando o seu leito primitivo
Em direção ao majestoso e azul mar
Com uma pujança que ninguém o consegue parar…




José Coimbra

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Noite


Noite negra, noite escura
Luz negra que te cura,
Noite deserta que te persegue
Com esta sombra que te segue,
Noite de outros seres
Com ocultos saberes,
Noite de diferentes anjos
Que segredam secretos desejos,
Noite de misteriosos animais
Em busca dos pecados carnais,
Noite da hábil lua cheia
Que lidera a faminta alcateia,
Noite que acorda espíritos
Para rescrever antigos mitos,
Noite fria que inflama
Ao puro sabor do pentagrama…



José Coimbra

sábado, 22 de junho de 2013

Enjaulado


Nada a minha volta me satisfaz
Sinto-me como se estivesse enjaulado
Em esta misera alma sem paz
Num corpo destruído e condenado
Com este sentimento de angústia voraz
Que me deixa cada vez mais atormentado.

Escondo o que meu pensamento me traz
Porque sempre estive errado
Sem nunca ter sido capaz
De olhar para a frente sem esconder o passado
E mesmo sabendo o mal que isso me faz
Desisti do meu “ eu “antes de ter sido libertado…





José Coimbra

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tudo Acabou...


Não saber o que digo
Não entender o que penso,
Frases sem sentido,
Sem nexo e sem senso,
Para que lutar?
Será para sobreviver?
Para que amar?
Se essa luta não irei vencer.
Para que provar o meu valor
Se tudo acabou
É como o amargo sabor
De não saber para onde vou,
As palavras tornaram-se inúteis
Quando não há perdão
E os meus gestos fúteis
Calaram meu coração,
Será uma longa viagem
Para deixar de sofrer,
Será um ponto de viragem
Do interior do meu ser.
A tristeza dos meus olhos
É o espelho do meu coração
E dos absurdos sonhos
Que se tornaram numa ilusão…



José Coimbra